sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Review - Mighty Morphin Power Rangers (Sega CD)

Nem só de bons jogos estão povoadas as minhas lembranças do Sega CD...

Antes de prosseguir, coloquemos uma coisa em perspectiva: eu fui fã de Power Rangers. Ainda hoje em dia, apesar de não assistir há muitos anos, tenho ao menos um certo respeito pela série, como quem ouviu nosso podcast sobre gostos estranhos deve estar sabendo. Obviamente, não estou na faixa etária para a qual o programa é destinado, então não seria natural que eu fosse gostar mesmo, mas posso reconhecer algumas coisas positivas.

Quando pequeno, também assisti a vários tokusatsus em sua forma original, mas nem por isso desenvolvi um ódio pela série americana. Digo isso porque, se esse fosse o caso, a avaliação do jogo já estaria destinada ao fracasso, antes mesmo de começar. Meu review, porém, é livre de preconceitos e feito com a maior boa vontade.


E é com esta visão piedosa que posso dizer que, mesmo assim, esse jogo é péssimo.
Fuja!
O motivo do fracasso é o gameplay baseado totalmente em FMV. Para quem não sabe, isso significa Full Motion Video, ou seja, captura de imagens com atores reais.
Quando o jogo saiu, a coisa ainda era novidade e a Sega estava interessada em usar esse recurso para impressionar todos com a qualidade gráfica do Sega CD. Embora toscamente renderizadas, as cenas em FMV estavam muito além do que a competição podia fazer naquela época.
Acredite, os gráficos são a melhor parte do jogo.
Nesse jogo, enquanto você assiste aos episódios da série (que sequer são inéditos), instruções aparecem na tela e cabe ao jogador apertar o botão correspondente. Independentemente do que fizer, a cena sempre se desenrola da mesma maneira. Se você fracassar, perderá uma fração de sua barra de vida e, quando ela se esgotar, leva game over.
E só.
É como assistir a série, só que com uma resolução baixa e correndo o risco do episódio parar no meio.
Não há uma cena de morte especial, ou múltiplos caminhos, como em outros jogos que adotaram esse mesmo estilo de gameplay. Se naqueles a ideia era ruim, em Power Rangers é ainda pior. Chega até a ser difícil considerar isso um jogo.
De modo que, ainda que você seja um enorme fã de Power Rangers, não posso recomendar esse “jogo” em sã consciência.
Ao invés disso, compre um DVD da série e assista aos primeiros episódios enquanto se força a decorar uma sequência aleatória de comandos no direcional. A experiência será extamente a mesma.
Escolha “no” e vá se divertir mais vendo a grama crescer.

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