terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Super Duper Podcast #017: Jogos Natalinos


No dia de hoje vamos lembrar do espírito natalino nos jogos de videogame. Árvores de natal ou duendes, são muitos os vestígios que essa data deixa em alguns dos nossos jogo favoritos. Podcast curtinho pra você aproveitar o restante do dia com suas pessoas queridas, brincando com seus jogos favoritos e espalhando a alegria nas dalas de deathmatch, onde todos os jogadores agora estão usando gorrinhos de natal.

Esquecemos de comentar algum bom jogo natalino? Deixe seus comentários! E lembre de conferir os vencedores da promoção de natal do Super Duper Blog de Games! Ho ho ho, Feliz Natal!



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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Super Duper Podcast #016: Fases de Tela


As vezes temos todo o tempo do mundo pra caminhar com calma, reparar nos detalhes e explorar cada cantinho de um área. Até que, subitamente, um monstro enorme começa a nos perseguir, e somos obrigados a correr por nossas vidas para despistá-lo! Muitos jogos utilizam esse recurso: obrigá-lo a se manter em movimento, seja para escapar de uma parede com espinhos ou porque o cameraman ficou com pressa pra mostrar o que tem adiante no cenário. Nesse podcast contamos com a presença do super duper convidado Binário para nos ajudar a lembrar de alguns jogos em que esses momentos, tipicamente tensos, ocorrem.
Binário

Esquecemos de alguma fase de tela? O que você acha que categoriza uma momento como esse e o que deveria ficar de fora? Qual sua parede móvel com espinhos predileta? Deixe seus comentários!



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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Super Duper Podcast #015: Merecem Continuação


Sabe aquela super história que deixa gostinho de "e depois", ou àquele personagem super maneiro que você adoraria ver em novas aventuras? Bons jogos nos fazem sentir apegados aquele mundo cheio de aventuras, intrigas e npcs com diálogos bizarros. Algumas franquias (como o nome já diz) garantem lançamentos periódicos para saciar nossa fome, mas e os que, por algum motivo, pararam de sair?

Chamamos mais uma vez o super duper convidado Agile para conversar sobre um assunto muito especial: jogos que merecem continuação. Pura nostalgia, injustiça ou problemas financeiros à parte, temos uma porção de reivindicações com relação a jogos que - mereciam - mas não ganharam sequências.

Deixamos de fora algum jogo que merece continuação? Deixe seus comentários!



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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Super Duper Podcast #014: O que é RPG?


A sigla RPG pode significar muitas coisas diferentes, dependendo pra quem você perguntar. Na área da saúde, vão falar em "reestruturação postural global". No exército, "rocket propelled gun". No mundo dos games, possivelmente vai remeter a passar de nível, equipar itens diferentes e escolher seus diálogos em alguma parte do jogo.


Mas será que o RPG - role playing game - se limita a isso? O que define um RPG? Para conversar sobre isso, reunimos dois super duper convidados especiais - Japa e Guilherme - junto com Shinta, irão destrinchar o assunto. E nem mesmo power ups serão poupados!

Se você joga RPG - tradicional ou eletrônico - e tem algo a acrescentar - ou discordar - sobre o nosso podcast, deixe seu comentário. Ou não deixe seu comentário. De um jeito ou de outro, o jogo vai continuar!



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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Super Duper Podcast #013: Personagens que Envelhecem

[ CLIQUE AQUI PARA BAIXAR EM MP3 ] - [ OPÇÃO 2 (MONO) ]

Geralmente os personagens de videogame são imunes à passagem do tempo, mas essa não é uma regra absoluta: alguns envelhecem e mudam ao longo de suas jornadas. Juntem-se a Edu e Shinta enquanto eles lembram de alguns casos notáveis de personagens que não deixaram a idade ser um empecilho em suas aventuras.

Como sempre, convidamos você a compartilhar conosco as suas ideias sobre o tema, seja pelo blog, ou através do facebook.



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sábado, 24 de novembro de 2012

Super Duper Podcast #012: Brasil nos jogos


Brasil, esse nosso país tão grande, cheio de recursos, com um povo criativo e acolhedor. País do futebol, da música, da criatividade e da cervejinha no final do dia. Nossa culinária é rica e temos paisagens belíssimas. Mas também temos problemas como desigualdades sociais, corrupção e dificuldade de acesso educação de qualidade.

Um país tão grande e cheio de diversidades não poderia estar fora do mundo dos videogames. Nesse décimo segundo podcast, falaremos sobre personagens brasileiros fictícios que aparecem em jogos.

Esquecemos de algum personagem ou local importante? Deixe seu comentário!



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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Como um fliperama me tornou apreciador de literatura francesa


Foi nos tempos de Locomotion, emissora que exibia animes dublados, que conheci Cliffhanger. Tratava-se de um anime sobre um ladrão e seus três companheiros - um pistoleiro, um espadachim e uma (insira aqui sua descrição, ela é muitas coisas, desde dançarina até professora, mas normalmente com o objetivo de roubar objetos valiosos. O ladrão em questão é o melhor do mundo e, por isso, muitos querem vê-lo preso; em especial um inspetor da Interpol.

Propaganda de "Cliff Hanger" na Locomotion

Parece familiar? Os personagens que mencionei são (na ordem) Lupin, Jigen, Goemon, Fujiko e Zenigata. Apesar de nunca ter sido exibido na TV aberta aqui no Brasil (Locomotion, quando existia, fazia parte do pacote da DirecTV), Lupin III é muito famoso. É um anime antigo (começou a ser exibido em 1972), tão querido no Japão que todo ano sai alguma coisa - seja filme, especial de TV ou, como esse ano, uma série inteiramente nova (que é excelente).

Primeira fase do jogo "Cliff Hanger"


Mas por que a Locomotion chamava esse anime de "Cliffhanger"? Pesquisando descobri que existia um fliperama, nos EUA, chamado desse nome. Trava-se daqueles jogos de assistir sequências de vídeos e apertar nas direções corretas para dar continuidade à ação (ou morrer miseravelmente). O jogo utilizava cenas do filme Lupin III and the Castle of Cagliostro (esse filme, lançado em 1973, foi dirigido pelo fundador do Studio Ghibli, o famoso diretor de animes Hayao Miyazaki). Entre as cenas, está a famosa perseguição automobilística (1:40 do vídeo) que desafia a gravidade. O Studio Ghibli fora criado alguns anos depois, e talvez o sucesso do filme de Lupin III tenha alguma influência nesse aspecto.


O que nos leva a literatura francesa. Depois de descobrir que Cliffhanger era, na verdade, Lupin III, iniciei uma pesquisa para encontrar mais aventuras daqueles personagens que gostei tanto. E conforme ia pesquisando, descobri que personagem Lupin III foi fortemente inspirado no ladrão-cavalheiro Arsene Lupin, personagem do escritor francês Maurice LeBlanc. Ambos são ladrões com um passado obscuro, muitos bons no que fazem, mestres em escapar. Também tem um fraco por mulheres, especialmente as que estão em apuros e precisam de ajuda. No anime, Lupin III é, como o nome diz, neto do ladrão francês.

Maurice LeBlanc (1864-1941)

Adquiri todo os livros sobre Arsene Lupin que foram lançados no Brasil que encontrei. Adorei a narrativa e a maneira como Arsene Lupin, mestre em disfarces e em arquitetar planos para completar missões impossíveis, lida com as diferentes situações que a vida lhe presenteia. Existe até uma edição em que ele encontra "Herlock Sholmes" (você leu certo, e sim, é o mesmo personagem com um nome levemente alterado).

Não tive a oportunidade de jogar o tal fliperama de Cliffhanger, mas certamente aprendi e me diverti muito desde os tempos de Locomotion. Não fosse aquele fliperama, talvez nunca tivesse conhecido o anime que hoje está entre os meus favoritos, sem falar em descobrir um excelente escritor do século 19.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Super Duper Podcast #011: Family Ted

Ir no cinema - ou deixar que o cinema venha até você - é uma atividade social, divertida e que pode ser bastante enriquecedora (culturalmente pra quem assiste, financeiramente pra quem comercializa). Já parou pra pensar na quantidade de filmes que são lançados mensalmente? Uma das partes mais incríveis é o tempo de produção, sem falar no investimento necessário - o que nos diverte por uma hora e meia, duas, as vezes leva meses (ou anos) passando por todos os processos de filmagem, pós-produção, etc.

O mesmo ocorre com videogames. São duas indústrias muito dinâmicas, que estão constantemente se reinventando. E falando em reinventar, estreou no cinema uma filme do criador de Family Guy (Família da Pesada) sobre um rapaz que tem como melhor amigo um ursinho de pelúcia. Acontece que o rapaz cresceu e continua vivendo com o tal urso. Edu e Julio (mais uma vez fazendo uma participação super duper especial) foram no cinema, se empolgaram e gravaram o décimo primeiro podcast do SDBG sobre o filme!

Fiquei com a música na cabeça. E você, que achou de Ted? Conhece aquele seriado antigo que mencionam no filme? Já teve que se despedir de seus amigos imaginários extraordinários de infância, ou ainda tem eles por aí? Deixe seus comentários!


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Soul Spark

Quem já assistiu Street Fighter The Later Years não tem dificuldade em imaginar o Guile vendendo cachorro-quente, ou Ken trabalhando no escritório. Mas as vezes é difícil de imaginar o que personagens de jogos de luta (ou de qualquer outro estilo de jogo) poderiam fazer se não estivessem tentando ser o mais forte, construindo seu império de terror ou treinando seus alunos por correspondência.

Conversando com o Edu, imaginei uma futuro brilhante no mundo dos negócios para a minha personagem cartomante favorita, a lutadora italiana Rose, de Street Fighter. A minha ideia é que Rose, com toda sua habilidade de previsão do futuro, poderia desenvolver uma série de produtos que certamente fariam sucesso e se tornariam produto de desejo do público feminino. Começaria por perfumes com um toque de misticismo, e talvez depois a roupas e acessórios.

Chegamos a conclusão de que a rede de lojas da Rose se chamaria Soul Spark, representando bem a ideia de "elegância sobrenatural". Fui um pouco além e desenhei o uniforme das atendentes. Tentei manter algo "usável" no mundo real, ainda mantendo a identidade visual de sua fundadora:


Já imaginou seu personagem favorito trabalhando? Compartilhe suas ideias malucas - e desenhos também - com a gente!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Super Duper Podcast #010: Frankenweenie & Looper

O sinistro, sobrenatural e viagens no tempo sempre estiveram presentes no mundo dos jogos. Não é diferente no cinema. E não é estranho que uma mída inspire a outra, como os livros fazem até hoje. Histórias como a do monstro Frankenstein, por exemplo, são tão famosas que já receberam diversos tratamentos, como Frakenweenie, de Tim Burton.

Parece que foi semana passada que começamos a gravar podcasts. E já chegamos em dois dígitos! Nesse décimo podcast, Edu une forças com o super duper convidado especial Julio, para falar sobre alguns filmes que estão em cartaz, referências no mundo dos games e os questionamentos que ficaram após assistí-los.


Julio


O que você pensa sobre monstros, viajantes do tempo e cromossomos y? Deixe seus comentários!



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Dark Souls (comics)


YOU DIED

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Super Duper Podcast #009: Eventos Festivos



Festividades, cerimônias e eventos em geral tem um papel importante no calendário de qualquer cultura. Seja porque chegou a hora de comemorar que os deuses mandaram chuva e a última colheira deu certo, ou que aqueles dois estão casando, é importante tirar um momento para reunir pessoas e dar atenção a momentos importantes, sejam eles felizes ou nem tanto.

Nesse nono podcast falaremos sobre eventos festivos. Momentos especiais - ou estranhos - em que nossos personagens favoritos se envolvem em festas, bailes, rituais ou qualquer outro tipo de evento que mova uma cidade ou pelo menos uma pequena comunidade, e tenha um momento todo especial (provavelmente uma cutscene) naquele jogo que tanto gostamos.

Qual é o SEU momento festivo de jogos favorito? Deixe seu comentário!




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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Super Duper Podcast #008: Artes Marciais


Pancadaria. Uma parte importante do universo dos videogames. Mas convenhamos que existem diversas maneiras de chutar o traseiro de um vilão - ou mocinho, dependendo de que lado do deathmatch você está. Algumas maneiras bastante graciosas, outras um pouco menos sutis.


No oitavo podcast falaremos sobre kung fu e outras artes marciais utilizadas pelos nossos personagens favoritos. Contamos mais uma vez com a participação super duper especial do Ddé, que é praticante de artes marciais (e fighting gamer, como nós) para discutir sobre esse assunto. Lembrando que, pra ficar mais divertido, não falaremos sobre jogos de luta como Street Fighter ou Mortal Kombat, mas jogos em que luta está muito presente.

Qual seu estilo de luta favorito? Conhece algum jogo que merece ser mencionado e deixamos de lado? Também não consegue acreditar como esquecemos de falar sobre Rag Doll Kung Fu? Deixem suas considerações acrobaticamente furiosas, pois serão todas muito bem vindas! WAATAAA!!


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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Super Duper Podcast #007: Comida em Jogos

Algumas pessoas tem uma dieta balanceada e se preocupam com a quantidade de proteínas, carboidratos e tudo mais que ingerem diariamente. Outros, bem como a maioria dos personagens de videogame, tem como única preocupação manter sua barra de energia cheia!


Dizem que sete é um número de sorte. Vamos precisar, porque nesse sétimo podcast estaremos falando de boca cheia sobre um assunto que, seja você carnívoro, herbívoro ou onomnomnomnívoro, provavelmente é do seu interesse. Para nos ajudar, contamos com a super duper participação especial do Ddé. E mais: esse podcast foi gravado diretamente de uma super duper lanchonete!

Qual sua comida em jogos predileta? Que personagem é o mais refinado, ou mais glutão na hora de se alimentar? Já preparou alguma receita que aprendeu em jogos? Queremos nos deliciar com suas ideias!


Ddé


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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Review - Dragon Heart (Playstation)

Mais uma do fundo do baú: o jogo baseado no filme Coração de Dragão, também lá do começo da era Playstation. Antes de falar dele, fica a dica: assistam o filme. É bem legal!
Mas voltando ao jogo...
Não, você não joga com o dragão neste jogo...
Dragon Heart infelizmente não foi um dos melhores exemplos do que o Playstation podia fazer. E olha que eu sou uma das pessoas mais benevolentes com esse jogo, pois lembro de ter ficado impressionado na época com algumas coisas. Tentarei destacar esses pontos positivos, em meio às partes ruins que tenho que citar...
Este é um jogo de ação side-scrolling que usa sprites digitalizados baseado no filme, como Mortal Kombat fez nos seus primeiros jogos e luta. A ideia ainda parecia promissora na época e, para dar algum crédito ao jogo, até que foi bem efetuada. Os cenários, principalmente, eram super legais. Lembro-me claramente de ficar impressionado com a floresta da primeira fase.
Sou só eu ou essa floresta parece muuuito legal?! *_*
O maior problema é que os personagens sofrem de uma animação enfadonha. Tudo, incluindo o herói que você controla, se move de forma tão rígida que chega a parecer amador. Os controles também não ajudam em nada: fazem mesmo as tarefas mais simples tornarem-se incrivelmente difícieis. Você passa boa parte do tempo xingando o jogo por não conseguir realizar os movimentos que queria com a agilidade que gostaria.
Enfrentar um cavaleiro não é tão ruim quanto lutar contra os controles.
Uma coisa bacana em termos de gameplay é que eventualmente você podia contar com a ajuda de Draco, seja para cuspir fogo nos inimigos ou até voar nas costas dele.
O som fazia sua parte, sem se destacar, mas nem de longe conseguia salvar o título.
Resumindo, Dragon Heart só é bom nas minhas lembranças. Na vida real, a história é outra.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Review - Boxing (Atari 2600)

Bom, vamos deixar uma coisa bem clara: para quem é velho o bastante para recordar, o Atari traz lembranças gostosas da infância e temos um carinho especial por ele. Mas acreditem em quem jogou bastante há pouco tempo: é difícil suportar as limitações hoje em dia, como bem falamos no nosso primeiro podcast.
Claro, isso depende do jogo. O clássico Pong ainda se mantém, mas nem todos os jogos compartilham da mesma sorte.
E como será que Boxing se segura hoje em dia?
Pela capa até parece que estão usando Super Combos.
Os fighters atuais são recheados de espetáculos incríveis de força e habilidade, onde grupos enormes de personagens partem para a luta, cada um trazendo uma lista completa de golpes e estratégias diferentes.
Porém, quando você retira todo o brilho e glamour dos visuais modernos, todas as mecânicas complicadas e luzes que ofuscam a tela, fundamentalmente, o espírito do combate ainda é o mesmo. Boxing para Atari não tem nenhuma dessas camadas extras e vai direto ao ponto: os princípios básicos de um combate competitivo, o mano a mano.
Como todo jogo do Atari, Boxing não tem texturas, não tem muito que se passe por cenário, e seus personagens praticamente não parecem humanos, mas a estratégia da luta está ali. Acerte o rosto do oponente e marcará um ponto; leve um soco, e é o adversário quem comemora. Ambos tem as mesmas armas, as mesmas possibilidades. É tudo uma questão de movimentação, precisão e timing.
Precisava ser um bonequinho branco contra um preto?
Você não terá listas enormes de golpes para decorar, mas justamente por isso, terá que trabalhar ainda mais duro para pode realmente se destacar. Boxing é altamente competitivo, mas também simples o bastante para que qualquer pessoa que nunca jogou antes possa entrar no ringue e lhe oferecer um desafio a altura. Mesmo em tempos modernos, essa dinâmica ainda resiste bem e torna a experiência, no mínimo, interessante.
Até onde a capacidade do Atari vai, este é um dos melhores jogos pra se jogar hoje em dia. Convide um amigo e veja quem se sai melhor dentro do ringue!


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Review - Dragon Ball Advance Adventure (Game Boy Advance)

Dragon Ball: Advanced Adventure é um sidescroller para o GBA sobre a história original de Dragon Ball, e não sobre Dragon Ball Z ou GT. Simplesmente este fato já seria um motivo para conferir o jogo, mas, acredite, há muitos outros.
Melhor jogo da série Dragon Ball inteira.
Os gráficos são lindos, fluidos e detalhados. Um pouco de reciclagem de sprites é inevitável, mas muitas áreas e inimigos são originais, e todos baseados na franquia.
Individualmente, os inimigos não são problema, mas quando atacam em grupo...
A música é outra coisa de qualidade. A trilha sonora, sejam as músicas retiradas do anime ou as originais, estão em alta qualidade e complementam muito bem a ação. Os demais efeitos sonoros e gritos também seguem fielmente o anime e contribuem para a imersão do jogador.
O jogo é dividido em duas partes, os níveis de sidescrolling e as batalhas contra chefes, no estilo um contra um. Para evitar que os combates sejam cansativos, há várias opções de combos e golpes, além de muitas habilidades que você adquire à medida em que vai subindo de nível. Tudo, é claro, muito bem desenhado e animado.
Come at me, bro! Na hora dos chefes, o estilo de jogo muda.
Kuririn e todos os chefes podem ser desbloqueados para se usar depois, seja no modo de luta, ou mesmo durante a história (no caso do Kuririn). Apesar de alguns terem habilidades semelhantes, todos possuem alguma coisa diferente no seu repertório, tal qual um pulo duplo, um combo diferente, ou coisa parecida.
A história segue todo o enredo de Dragon Ball, do começo ao fim, embora tome algumas liberades durante o caminho, encurtando ou modificando alguns fatos. No geral, porém, você ficará bastante satisfeito de visitar as inúmeras tramas que compõem o enredo da série, e há uma boa chance que até se veja jogando em alguma da qual tinha se esquecido que existia.
As batalhas na Torre da Força também fazem parte do jogo.
Mas o melhor mesmo, a cereja em cima do bolo, é quando falamos de replay, ou seja, encarar uma segunda partida. Por que você faria isso? Ora, já mencionamos que Kuririn e os chefes podem ser destrancados, mas que tal quase qualquer outro personagem?
De Yamcha e Tenshinhan ao General Blue e o Ninja Púrpura, passando por soldados, monstros, robôs diversos, e até um lobo, esse jogo te permite habilitar um número enorme de personagens diferentes, com os quais poderá encarar todas as fases. E cada um tem uma habilidade diferente, algumas das quais são muito úteis e oferecem uma maneira completamente diferente de passar pelo jogo.
Até este robô da RR pode ser habilitado na sua segunda partida
Ou seja, Dragon Ball Advance Adventure tem de tudo. É bonito, bem animado, tem controles altamente responsivos, é uma viagem nostálgica à série original e o único lugar onde que você poderá controlar alguns personagens bastante memoráveis... e outros nem tanto.
Obrigatório. Jogue! Você não vai se arrepender.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cópia e inspiração

Quem acompanha as notícias deve saber que em breve será lançado Playstation All-Star Battle Royale, um jogo de luta envolvendo vários mascotes e personagens marcantes da história dos consoles da Sony. Alguns torcem o nariz, outros, como eu, estão animado com a perspectiva de ver Nathan Drake ao lado de personagnes como Cole McGrath, Fat Princess e Kratos.
Ressucitaram até o Parappa the Rapper nesse negócio
A verdade é que já vimos esse conceito antes. Os fãs da Nintendo jogam Smash Bros há anos e, até então, os que queriam discutir com alguém, brigavam a respeito desse ser, ou não, um jogo de luta. Fundamentalmente o mesmo princípio, mas uma execução inegavelmente diferente dos tradicionais.
 
Agora, porém, há um novo motivo para a revolta: a "tentativa fracassada" da Sony em copiar a fórmula de Smash Bros. Para alguns, isso é suficiente para classificar PASBR (eta nome grande) como ruim, pois não oferece uma experiência significativamente diferente e apenas copia o que outros fizeram. Mesmo sem jogar, essas pessoas já têm certeza de que o novo título é inferior à série tradicional.
 
Posso ver um vestígio de razão nesse argumento, mas não muito além disso.
O original. Ai de você se criticar este...
Parece inegável que o SuperRobot (estúdio por trás do título da Sony) tenha buscado larga inspiração no jogo da Nintendo. Posso dizer mais até: muito provavelmente a decisão de criar o jogo foi, sim, comercial, em vista do sucesso daquele, na vontade de imitar a fórmula. E, sim, apesar de apresentar dinâmicas diferentes, o esquema básico ainda é bastante semelhante.
 
Isso confirma os argumentos contra? Bom, não, a menos que você esteja disposto a ser muito mais severo com vários dos jogos que gosta.
 
Afinal de contas, PASBR está longe de ser o primeiro a seguir bem de perto a fórmula de Smash Bros. Já ouviu falar de DreamMix TV World Fighters? Esse jogo, inclusive, trouxe o Solid Snake como personagem, bem antes de ele decidir enfrentar pokémons e encanadores bigodudos.
Optimus Prime também está nesse jogo. Esqueci de mencionar isso?
Smash Bros pode ter surgido antes, mas será que ele inventou a fórmula de combates entre personagens em jogos de luta? A decisão de misturar personagens de jogos variados também não é novidade, visto que isso era feito desde 1994, em The King of Fighters. Possivelmente antes disso até.
 
Claro, a grande sacada da Nintendo foi se aproveitar muito bem do que tem: muitos personagens memoráveis, que agradam tanto os jogadores mais jovens, como o público mais velho, que tem preciosas lembranças de infância controlando os seus heróis. Além disso, o esquema de batalha é bastante simplificado, permitindo que qualquer pessoa jogue facilmente.
 
Fazendo um bom uso desse importante patrimônio, a empresa criou um sub-gênero de jogos de luta que serve inspiração para muitos hoje em dia.
 
Mas isso não muda o fato de que todo jogo de luta, independemente das variações do estilo, seja ele 2D, 3D, mais ou menos casual, envolva humanos, montros gigantes ou tratores e caminhões (sério: BCV: Battle Construction Vehicles, disponível na PSN Europeia), são inspirados grandemente em Street Fighter 2, que revolucionou o gênero em 1992.
E até Street Fighter veio de algum lugar...
Será que não podemos considerar nenhum outro jogo de luta tradicional bom, porque são todos cópias de Street Fighter? Claro que não. Então por que deveríamos fazer isso com Smash Bros?
 
E por que todo jogo de corrida com karts e power-ups é imediatamente tachado como uma cópia inferior de Mario Kart? Exemplos de jogos bons nesse estilo não faltam, como Crash Team Racing ou o recente Sonic & Sega All Stars Racing. Cópia? Sim. Excelente, talvez melhor que os Mario Kart de hoje em dia? Também.
 
Claro que é tudo uma questão de gosto. Você pode, de fato, achar que Mario Kart é muito melhor que a concorrência, mas parece-me que rola um certo preconceito. Não vemos ninguém criticar os novos Dead or Alive ou Tekken por não passarem de "cópias de Virtua Fighter".
 
E igualmente o gênero dos FPS, jogos de tiro em primeira pessoa, vive feliz e sorridente com inúmeros títulos novos nos últimos anos, sem ninguém os acusando de ser mera cópia de Doom ou Wolfstein 3D.
Será que deveríamos estar todos jogando apenas Doom hoje em dia?
De forma alguma quero dizer que este ou aquele jogo é ruim. É claro que alguns títulos marcaram a nossa memória e, portanto, servem de comparação. É igualmente verdade que existem muitos casos de jogos feitos apressadamente, para embarcar no sucesso de outro (o gênero de luta, na década de 90, que o diga...). Porém, muitas vezes, a inspiração gera algo tão bom quanto, ou até melhor. Basta que você dê ao jogo uma chance.
 
Tenha uma mente aberta e experimente. Você pode se surpreender com o que encontrar.